
Inunda passo na poça e afunda o piso no troço que enterra a tristeza na fossa e emerge do fundo do poço.
A posse de todo o pescoço endossa o amor pelo moço que coça no vosso desgosto e almoça o caroço que prende seu doce.
Esboce o jeito por vezes insosso e enlace o corpo nesse alvoroço. Acosse e abrace a carcaça até o momento em que peço pra que se satisfaça.
Trespasse esse descontento na face e siga em frente enquanto adoeço. Não lhe peço nenhum tipo de apreço e nem ao menos professo os inúmeros e felizes excessos. Confesso que compadeço, mas amadureço cada vez que anoitece.
Não desfaça todo o trajeto espesso e por vezes possesso em troca de qualquer preço. Recomeço, menos chato e sem rimas, mas reabasteço e te ofereço toda a minha pirraça. Mesmo que comumente isso fracasse, eu esbraveço toda minha arruaça.
Ainda compareço de forme dócil e tacanha e faço aqui um recesso impreciso, fomentado pelo adereço do amor que enaltece o começo avassalador.
Meça direito tudo o que mereço e impeça o regresso da condição de promessa. Cesso aqui essa desgraça de texto inconfesso e me expresso pela última vez sobre o que não esqueço: amo.
Pataca endoidece

9 comments:
Posso linkar o texto?
Anana endoidece também...
=(
thanks! tá lá!
Muito bacana!
Pataca arrepia esta pessoa aqui.
Fantastico!
Fechou com chave de ouro. Perfeito!
Sds
Bruno
http://acidopoetico.wordpress.com
Saudades de ti e de suas doidices...
Saudades tua e de suas doidices...
Ihhhh...será que tem alguem sentindo o mesmo???
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