Wednesday, August 19, 2009

O que não esqueço



Inunda passo na poça e afunda o piso no troço que enterra a tristeza na fossa e emerge do fundo do poço.

A posse de todo o pescoço endossa o amor pelo moço que coça no vosso desgosto e almoça o caroço que prende seu doce.

Esboce o jeito por vezes insosso e enlace o corpo nesse alvoroço. Acosse e abrace a carcaça até o momento em que peço pra que se satisfaça.

Trespasse esse descontento na face e siga em frente enquanto adoeço. Não lhe peço nenhum tipo de apreço e nem ao menos professo os inúmeros e felizes excessos. Confesso que compadeço, mas amadureço cada vez que anoitece.

Não desfaça todo o trajeto espesso e por vezes possesso em troca de qualquer preço. Recomeço, menos chato e sem rimas, mas reabasteço e te ofereço toda a minha pirraça. Mesmo que comumente isso fracasse, eu esbraveço toda minha arruaça.

Ainda compareço de forme dócil e tacanha e faço aqui um recesso impreciso, fomentado pelo adereço do amor que enaltece o começo avassalador.

Meça direito tudo o que mereço e impeça o regresso da condição de promessa. Cesso aqui essa desgraça de texto inconfesso e me expresso pela última vez sobre o que não esqueço: amo.

Pataca endoidece

9 comments:

Anana said...

Posso linkar o texto?
Anana endoidece também...
=(

Anana said...

thanks! tá lá!

Liège said...

Muito bacana!

Pimenta said...

Pataca arrepia esta pessoa aqui.

Luciana said...

Fantastico!

Ácido Poético said...

Fechou com chave de ouro. Perfeito!

Sds
Bruno
http://acidopoetico.wordpress.com

Anonymous said...

Saudades de ti e de suas doidices...

Anonymous said...

Saudades tua e de suas doidices...

Anonymous said...

Ihhhh...será que tem alguem sentindo o mesmo???